Evitando a luz do sol, caminhava me esgueirando pelas paredes e portões - buscava ficar às sombras em meus devaneios. Não era tão forte, nem tampouco me sou agora, para encarar a mim e meus próprios pensamentos. Há sempre o medo de que estes fujam por entre os dedos - ou deveria dizer miolos? De qualquer modo, não havia lagoa que os refletisse em sua superfície os pensamentos que me iam (e vinham sempre que queriam) no íntimo. Faziam-se enterrados, sufocados e quiçá enforcados .. guardados para uma futura observação. As personalidades que vem surgindo, mantenho trancadas em mim para meu próprio tormento. Contudo, permito-me continuar criá-las - privilégio de meus dezesseis anos talvez, prazeroso aspirar para mim pessoas que não sou e enfia-las com suas sugestões e opiniões no centro de mim mesma, no fundo do poço que se encontrara ali.
quarta-feira, novembro 4
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 limão:
Postar um comentário
teste 01